Às vezes eu me pergunto se deveria mudar de profissão. Quando eu gosto de algo, parece que eu tenho a habilidade de convencer outros a minha volta que essa coisa é boa mesmo! Chega a ser engraçado!


Um bom exemplo disso é o Rock Band. Quando eu comprei (alguns amigos já tinham, e jogávamos todos os finais de semana), NINGUÉM no meu trabalho botava fé que o troço era legal. Ninguém. Inclusive tem um analista que tem uma banda e toca vários instrumentos, e ele fazia várias caretas quando eu explicava a mecânica do jogo. Até o dia que eu resolvi convidá-los para jogar na minha casa…. depois disso, passamos a ter sessões quase semanais de jogatina, e simplesmente SEIS pessoas da área (que tem umas 30) compraram ou o Rock band, ou o Guitar Hero (são jogos similares). Detalhe: o cara que tem a banda, comprou o Rock band E o Guitar Hero….


O outro exemplo é a máquina de pão. Fazia um tempinho que eu estava com a vontade de aproveitar alguns créditos que ainda tinha na Fast Shop, resquícios do casamento, mas não tomava coragem. Ficava desanimada por muitos comentários que diziam que a máquina era ótima, mas depois de 4 usadas, acabava sendo deixada de lado. Resolvi mesmo assim investir e comprei a bichinha. Gente, taí um investimento que eu não me arrependo!!!! Os pães são deliciosos!!! É muito fácil de fazer (é só colocar os ingredientes dentro, a máquina faz TUDO!) e o principal, tem timer! Isto é, é só programar para o pão ficar pronto na hora que você quiser tomar café da manhã. Eu já fiz mais de 10 fornadas de pão, e simplesmente 100% das pessoas que experimentaram ficaram com água na boca (naipe a galera desencanar da carne em um churrasco para se deliciar com um pão de calabresa com queijo quentinho!). Resultado: minha mãe e mais 2 amigos já compraram a máquina!!! :lol: E isso que eu ainda não fiz nenhum pão pro pessoal do trabalho….

Ficamos eu eu o Sakura pensando porque isso ocorre dessa maneira, mas é difícil de entender. A teoria dele é que quando eu não gosto de algo, eu sou muito veemente e clara sobre isso, só que da mesma maneira, quando gosto, eu acabo contagiando os outros! Será??

Fiquei sabendo que a garota propaganda do programa do Faustão foi demitida. Será que eu devia tentar essa boquinha? ;)

Beijos
Ana

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Está passando agora um amistoso, Brasil x Inglaterra. E estou impressionada com como a narração da Globo é pedante. Galvão Bueno, Arnaldo Cesár Coelho e cia nos presenteam com pérolas como:

- Esse inglês até que joga bem né?
- É, esse é o que joga mais que nem brasileiro.

- 4 min mais? Não é muito para um amistoso?
- Ah, o juiz tá gostando do jogo, primeira vez que apita um clássico, está honrado. Primeira vez que pode ver o Brasil jogar.

Pô, os caras até podem ser patriotas, mas não precisam achar que brasileiro que é bom em tudo.

E olha que eu só vi uma parte do jogo, se tivesse visto inteiro, talvez estaria mais indignada….

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Alguns devem ter se perguntado que fim eu levei. Faz um mês e meio que não escrevo no blog, por puro relapso. Então lhes conto:

A mudança para os EUA foi adiada. Isso quer dizer que fico por aqui pelo menos até agosto do ano que vem. O maridinho agora no começo continua nas idas e vindas (EUA-México-Itália-Brasil), mas vai tentar ficar mais aqui no Brasil, pelo menos sempre temporadas de uma ou duas semanas. Isso até fevereiro, março, depois fica aqui direto.

Ainda não tinha saído do meu emprego oficialmente, apenas comunicado a Deus e ao mundo de minha saída (incluindo-se aí meu chefe). Ainda bem que eu não havia sido substituída e não houve problema em ficar. Ufa!

Decidimos que já que é para ficar mais um tempo, que vamos terminar nossa casa. Explico: como a primeira possibilidade de ida aos EUA surgiu em abril, antes de nos mudarmos para a nossa casa própria, colocamos todos os novos investimentos no apê que não fossem imprenscindíveis on hold. Isto é, não compramos móveis para a varanda, não compramos espelho para a sala, não penduramos quadros, não mandamos fazer cortinas, etc etc etc. Só que quando a coisa atrasou, decidimos que ao menos vamos viver o tempo que for (vai que não mudamos em agosto, vai que não mudamos mais???) com a casa com a nossa cara. Então providenciamos tudo que estava faltando, algumas coisas aos poucos ainda estamos arrumando, e cada vez mais nossa casa é um delicioso lar para nós dois. :)

A vidinha vai caminhando, a distância é péssima, mas ao menos sabemos que é por tempo determinado!

Beijocas

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Será que eu sou muuuuuito ridícula por chorar em episódios de Extreme Makeover Home Edition ou só um pouquinho ridícula? :)

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Além de ler muitos livros, aproveitei essas férias para ver muitos filmes e seriados. Compramos um dvd baratéssimo no Wal Mart por 28 dólares e assinamos a maior locadora virtual existente, a Net Flix. Aproveitei uma promoção que dá direito a duas semanas gratuitas e fiz um plano para aluguel de 3 dvds, e com acesso ilimitado ao conteúdo online do site (tem vários filmes e seriados disponíveis para serem assistidos online, por streaming).

No Brasil eu assinava a Blockbuster online. A vantagem do esquema da BB no Brasil (aqui não é assim) é que como a entrega era por motoboy, quando você devolvia seus filmes já recebia filmes novos, o motoboy só fazia uma troca. Aqui tanto o NetFlix como a Blockbuster fazem as entregas pelo correio, de forma que só quando o sistema deles acusa a devolução dos filmes é que dispara o envio de novos. E como eu estou no interior, o correio não chega tão rápido assim, então a troca dos filmes demora uns 5 dias (do momento que envio até receber um novo). Mas tudo bem, tudo isso até agora de graça (só vou usar o período gratuito), ainda assistindo vários filmes online.

Nesse meio tempo, pude assistir:

Eu te amo, cara (I love you man): essa é uma comédia da qual esperava muuuuuito mais. Adoro o protagonista Paul Rudd (ele era o Mike, marido da Phoebe no Friends), todos os filmes que já vi com ele simplesmente morro de rir. Mas esse não é tão assim… Ainda assim vale a pena, identifiquei alguns amigos meus nos personagens do filme! :P

Foi apenas um sonho (Revolutionary Road): esse é um drama pesado, e as atuações de Kate Winslet e Leonardo de Caprio estão impecáveis (ela ganhou o Globo de Ouro por esse filme). Entretanto, não diria que é um filmaço, não me agradou tanto assim.

Operação Valquíria (Valkyrie): Esse é um que eu estava com birra para assistir, pois tomei asco do Tom Cruise por causa de tanta baboseira que ele faz e diz. Mas o maridón queria ver, então como boa esposa, lhe fiz companhia. Colocando a minha implicância de lado, até que o filme é bem legal, vale super a pena!

Duplicidade
(Duplicity): filminho divertido e inteligente, com a Julia Roberts e Clive Owen como amantes secretos e trabalhando com espionagem corporativa.

O som do coração (August Rush): esse é um dos filmes mais poéticos que já vi nos últimos tempos. É um drama com fábula lindíssimo, uma história emocionante! Recomendadíssimo!

Quase Irmãos (Step Brothers): Comédia altamente idiota, que certamente não vale o custo de um aluguel e nem o do seu tempo

O menino do Pijama Listrado (The Boy in the Striped Pajamas): Depois de ler o livro, quis ver o filme também. O livro é como sempre melhor do que o livro, pois mostra claramente a vivência da situação através dos olhos de um menininho, o que o filme não consegue transpassar para a tela. Mas ainda assim o filme não deixa de ter o seu mérito ao mostrar a amizade entre o filho de um oficial do exército nazista e uma criança judia no campo de concentração.

Enquanto isso, nos cinemas, assisti:

Distrito 9 (District 9, ainda inédito no Brasil): alienígenas chegam na terra 20 anos atrás, e são colocados num campo de refugiados. Filme ótimo que traz reflexões sobre nossa própria humanidade. O que se fez com os judeus e o apartheid, por exemplo, são algumas provas do que somos capazes de fazer contra nossa própria espécie.

G.I. Joe: mais um filme de ação, poderia passar sem ele tranquilamente.

Julie&Julia (ainda inédito no Brasil): literalmente uma delícia de filme. Não vá com fome! O filme conta em paralelo a história de Julia Child, uma americana que viveu em Paris na década de 50 (acho) e ficou conhecida por desbravar a culinária francesa para os americanos, e a de Julie Powel, uma jovem dos dias de hoje, que resolve se aventurar num desafio de fazer as 500 e tantas receitas do livro de Julia Child em um ano, e contar a experiência num blog. Não me admira que esse filme tenha dado um boost considerável na venda do livro da Julia (que é super antigo e agora está na lista dos mais vendidos).

A Verdade Nua e Crua (The Ugly Truth, inédito no Brasil): mais uma comédia romântica altamente previsível. Eu adoro a Katherine Heigl, mas minha impressão é que ela só faz o mesmo papel no cinema: mulher bem sucedida e mal amada! Vale uma sessão da tarde.

Bastardos Inglórios (Inglorious Basterds, também inédito no Brasil): Um bom filme, bem Tarantino, com algumas cenas detalhadas demais para o meu gosto. O filme está fazendo o maior sucesso por aqui, e a homarada curtiu em peso! Conta a história de um grupo de assassinos de nazistas cujo objetivo é simplesmente matar o maior número de nazistas possíveis e causar o terror entre eles.

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No centro de Chicago, o GPS se perde um pouco. Não sabe dizer exatamente onde está, quando sabe, é impreciso. Isso porque o centrão de Chigado (Loop) é lotado de arranha-céus e de um horroroso metrô de superfície elevados, o que acaba prejudicando a recepção de satélites. Isso a gente já sabia. Só não sabíamos que o GPS poderia nos pregar uma “peça”.

Como o Sakura vai todo final de semana com o pessoal do trabalho para Chicago, já conhece bem a cidade. Só usamos o GPS mesmo no finalzinho do caminho, para não errarmos a saída da estrada e tal, mas em suma eles conseguiriam se virar sem o GPS. Até que no final de semana passada, erramos a saída da estrada (mesmo com GPS!!), já em Chicago, pois estavamos dando altas risadas enquanto eu mostrava umas músicas finlandesas para os meninos. Sem problemas, pois o GPS recalcula o caminho e traça uma nova rota, certo?

Certo. O problema é que o novo caminho era COMPLETAMENTE diferente de qualquer caminho que já tínhamos feito antes, andando por zonas inóspitas de Chicago, então ficamos refém da “sabedoria” do GPS. Iríamos para onde ele nos mandasse. E foi o que fizemos.

O problema é que Chicago possui uma extensa rede de túneis, como verdadeiras avenidas por baixo das avenidas, com 2 níveis de subsolo! E isso era algo totalmente inexplorado para gente. E foi o caminho que o GPS nos mandou…

Seguimos, ainda faltavam 5 km pro hotel. E eis que quando estávamos lá, no meio da avenida subterrânea (são avenidas mesmo, com cruzamentos, sinais, bifurcações, e uma leve impressão brazuca de ser terra de ninguém), o GPS nos avisa: SEM SINAL. E simplesmente pára de nos dar qualquer coordenada!! Primeiro ele nos botou no buraco, depois ele nos abandonou lá dentro…. brincadeira!

Não preciso nem dizer que rimos horrores dentro do carro, tal inusitada e ridícula era a situação. Não tínhamos muita idéia de onde estávamos, só decidimos que precisávamos sair do buraco e voltar à superfície. Buscamos e buscamos e achamos uma “saída”, e a partir daí foi fácil, pois efetivamente estávamos nas redondezas do hotel e em uma área mais ou menos conhecida.

Conseguimos chegar, não graças ao GPS, e nos divertimos demais! :)

Beijinhos

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Há algum tempo, comprei um monte de livros, mas enquanto no Brasil, não tinha tido a oportunidade de sequer abri-los. Vez ou outra acabava levando um para passear, pensando que poderia eventualmente começar a leitura, mas não o fiz. Obviamente sabia que minhas férias aqui na roça americana seriam uma ótima oportunidade para por a leitura em dia.

Comecei minhas leituras por “O menino do pijama listrado”, de John Boyne, que era o livro mais fininho de todos. Uma leitura gostosa e ao mesmo tempo dura, como todos os livros que tem como pano de fundo a guerra e o Nazismo. Um bom livro.

Depois parti para “Leite derramado”, de Chico Buarque. O livro acabou sendo um mero passatempo. Era bonzinho, mas em nenhum momento prendeu muito minha atenção.

Quando finalmente comprei um biquini e resolvi ir à praia, investi na leitura do camalhaço de mais de 500 páginas “Os homens que não amavam as mulheres”, de Stieg Larsson. Comecei na terça, no meu primeiro dia de praia, e já achei o livro bastante intrigante e com uma história que grudava na cabeça. Ontem continuei minha leitura na praia, mas o livro se revelou tão interessante, que não fui capaz de parar. Toda hora dizia a mim mesma “só mais um poquinho e vou dormir, só mais um pouquinho”, mas ao mesmo tempo não podia largá-lo sem saber o que aconteceria em seguida! Resultado: só fui dormir às 4 da manhã, quando finalmente terminei o livro.
Recomendo bastante o livro, é o primeiro de uma trilogia chamada Millenium, um romance policial cheio de emoções e reviravoltas! É impressionante como a história grudou na minha cabeça, fui dormir pensando em um dos personagens, acordei com ele na cabeça e fui OBRIGADA :) a começar o segundo volume da trilogia, que também tinha comprado (A menina que brincava com fogo), outro camalhaço de 600 páginas.

Ainda tenho 2 semanas por aqui e 2 livros pela frente:

Como disse, o primeiro já foi iniciado… não creio que demorarei muito para terminá-lo, exceto pelo fato que não devo ler no final de semana. Como adorei o primeiro volume da trilogia, corri para a Amazon para buscar o volume 3, chamado no Brasil de “A rainha do castelo de ar” e nos EUA de The Girl Who Kicked the Hornets’ Nest. Infelizmente descobri que o livro ainda está em pré-venda no Brasil, com lançamento previsto para 12/09, enquanto nos EUA ainda nem isso, a previsão é somente para o final de outubro. O problema é que eu não faço a menor idéia se estarei no Brasil por volta dessa data para comprar o livro… :( Só me resta esperar!! E se for o caso achar outros livros interessantes para ler e comprar por aqui mesmo!

Beijinhos e a todos e boas leituras! :)

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Cheguei nos States. Estou agora em Stevensville, uma “megalópole” próximo de onde fica o projeto atual do Sakura. É uma cidade minúscula, o hotel é bem chinfrim, mas pelo menos é verão e estou as beiras do lago Michigan, o segundo maior dos EUA. É tão grande que parece mar, você não vê a costa do outro lado (no caso, se desse, eu veria Chicago).

É fato que não tem nada para fazer aqui. Apesar da cidade ser bem pequena, tem um monte de restaurante nas redondezas, e como estou com carro, não fico tão restrita (americano aparentemente não anda à pé, muitas ruas não tem nem calçadas). Mas também estou aproveitando para fazer bastante exploração a pé mesmo, e descobrir o que há nas redondezas. Também estou me exercitando e arrastando o Sakura para fazer o mesmo. Em 4 dias de Michigan, foram 4 dias com corridas e caminhadas.

Hoje mesmo eu descobri finalmente um acesso fácil a uma praia pequena, a cerca de 2km do meu hotel. Acontece que tem muitas praias particulares, cujo único acesso é realmente por propriedade privada, então só sabia de uma praia que ficava a mais de 10km daqui. Hoje saí decidida a achar essa praia (dava para ver pelo googlemaps), com meu Ipod e um livro numa sacolinha. E achei! Passei quase duas horas lá sozinha (a praia deve ter só uns 100 m de faixa de areia), na sombra (não trouxe biquini para cá, acreditam?), lendo um livro. Uma delícia! A próxima missão é adquirir um biquini por aqui mesmo, por mais que sejam horrorosos com suas calcinhas de vovó, para pelo aproveitar o tempo bom. Aí, irei com certeza à praia TODOS os dias! :)

Agora tenho que ir, estamos de partida para Chicago para passar o final de semana. Depois conto mais! :)

Beijos

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Cheguei! Estou em Miami aguardando meu vôo para Chicago….

E sabem o mais curioso? Almocei (no aeroporto) arroz, feijão preto, bife acebolado e banana frita! Inacreditável……

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Ontem estava eu zapeando pela TV, sem nada para ver de bom, quando vi que ia começar o Exterminador do Futuro 1, que eu nem lembrava mais. Resolvi assistir então. Eu nem sei se já tinha assistido antes, visto que tinha só 4 anos quando o filme foi lançado, e definitivamente não me lembrava de nada.
Fiquei impressionada com o Governator Terminator Schwazenegger, como ele era novinho e devia ter acabado de chegar nos EUA, pois falava inglês com um sotaque alemão ABSURDO (isso porque ele tem pouquíssimas falas)! Fuçando na internet, vi uma frase da Linda Hamilton (que faz a Sarah Connor): “Por quê escalar um homem que parece uma máquina para fazer o papel de uma máquina?” Melhor posto, impossível.

Enfim, ao menos o filme é legal, apesar dos efeitos serem bem toscos para a atualidade. Ainda assim vale a pena!

Beijos

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