Depois de um delicioso Natal com minha família em Niterói e um divertido ano novo com os amigos na praia, voltei para casa para descobrir que para mim o ano não começara tão bem.
Voltei no dia 1 bem tarde e encontrei a porta dos fundos da casa destrancada. Tinha certeza que ela estava trancada quando viajei. Na hora percebi que algo estava errado. Depois de 10 dias fora, voltei para descobrir que minha casa fora furtada.
Fiquei e ainda estou arrasada. Aos poucos fui descobrindo o que sumira: meu laptop, euros, jóias, relógios, videogame, até a mochila do meu laptop e bijuterias! Tudo pequeno e fácil de carregar. Sairam daqui com duas mochilas, as duas furtadas de minha própria casa. Nada revirado, indicando que o ladrão sabia exatamente o que estava procurando e que conhecia a casa muito bem. Descobri até que uma faca sumiu, provavelmente usada para arrombar um gaveteiro de minha irmã.
E nada de CSI, a perícia veio e disse que a maioria das superfícies é porosa de mais para se obter digitais: madeira, couro, feltro, papel, nada feito.
Eu, claro, tenho quase certeza de quem foi (ou ao menos está envolvido), porém de NADA vai adiantar. Ninguém viu nada, ninguém entrou no prédio e, segundo a síndica do prédio, não precisamos marcar uma assembléia para discutir a segurança, pois a daqui é perfeita! E a lógica da polícia então, nem se fala “se fulano negou e ninguém viu o fulano entrar, então podemos descartá-lo como suspeito!”. Certo, lógica digna de uma criança de 5 anos.
Já troquei as fechaduras e acrescentei travas internas. O prejuízo que levei foi bastante grande, mas ainda pior não é a perda financeira, mas a emocional: jóias que eram da minha avó, da Finlândia, a insegurança que passei a sentir.
Será esse o preço de morar no Brasil?