No centro de Chicago, o GPS se perde um pouco. Não sabe dizer exatamente onde está, quando sabe, é impreciso. Isso porque o centrão de Chigado (Loop) é lotado de arranha-céus e de um horroroso metrô de superfície elevados, o que acaba prejudicando a recepção de satélites. Isso a gente já sabia. Só não sabíamos que o GPS poderia nos pregar uma “peça”.

Como o Sakura vai todo final de semana com o pessoal do trabalho para Chicago, já conhece bem a cidade. Só usamos o GPS mesmo no finalzinho do caminho, para não errarmos a saída da estrada e tal, mas em suma eles conseguiriam se virar sem o GPS. Até que no final de semana passada, erramos a saída da estrada (mesmo com GPS!!), já em Chicago, pois estavamos dando altas risadas enquanto eu mostrava umas músicas finlandesas para os meninos. Sem problemas, pois o GPS recalcula o caminho e traça uma nova rota, certo?

Certo. O problema é que o novo caminho era COMPLETAMENTE diferente de qualquer caminho que já tínhamos feito antes, andando por zonas inóspitas de Chicago, então ficamos refém da “sabedoria” do GPS. Iríamos para onde ele nos mandasse. E foi o que fizemos.

O problema é que Chicago possui uma extensa rede de túneis, como verdadeiras avenidas por baixo das avenidas, com 2 níveis de subsolo! E isso era algo totalmente inexplorado para gente. E foi o caminho que o GPS nos mandou…

Seguimos, ainda faltavam 5 km pro hotel. E eis que quando estávamos lá, no meio da avenida subterrânea (são avenidas mesmo, com cruzamentos, sinais, bifurcações, e uma leve impressão brazuca de ser terra de ninguém), o GPS nos avisa: SEM SINAL. E simplesmente pára de nos dar qualquer coordenada!! Primeiro ele nos botou no buraco, depois ele nos abandonou lá dentro…. brincadeira!

Não preciso nem dizer que rimos horrores dentro do carro, tal inusitada e ridícula era a situação. Não tínhamos muita idéia de onde estávamos, só decidimos que precisávamos sair do buraco e voltar à superfície. Buscamos e buscamos e achamos uma “saída”, e a partir daí foi fácil, pois efetivamente estávamos nas redondezas do hotel e em uma área mais ou menos conhecida.

Conseguimos chegar, não graças ao GPS, e nos divertimos demais! :)

Beijinhos

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Há algum tempo, comprei um monte de livros, mas enquanto no Brasil, não tinha tido a oportunidade de sequer abri-los. Vez ou outra acabava levando um para passear, pensando que poderia eventualmente começar a leitura, mas não o fiz. Obviamente sabia que minhas férias aqui na roça americana seriam uma ótima oportunidade para por a leitura em dia.

Comecei minhas leituras por “O menino do pijama listrado”, de John Boyne, que era o livro mais fininho de todos. Uma leitura gostosa e ao mesmo tempo dura, como todos os livros que tem como pano de fundo a guerra e o Nazismo. Um bom livro.

Depois parti para “Leite derramado”, de Chico Buarque. O livro acabou sendo um mero passatempo. Era bonzinho, mas em nenhum momento prendeu muito minha atenção.

Quando finalmente comprei um biquini e resolvi ir à praia, investi na leitura do camalhaço de mais de 500 páginas “Os homens que não amavam as mulheres”, de Stieg Larsson. Comecei na terça, no meu primeiro dia de praia, e já achei o livro bastante intrigante e com uma história que grudava na cabeça. Ontem continuei minha leitura na praia, mas o livro se revelou tão interessante, que não fui capaz de parar. Toda hora dizia a mim mesma “só mais um poquinho e vou dormir, só mais um pouquinho”, mas ao mesmo tempo não podia largá-lo sem saber o que aconteceria em seguida! Resultado: só fui dormir às 4 da manhã, quando finalmente terminei o livro.
Recomendo bastante o livro, é o primeiro de uma trilogia chamada Millenium, um romance policial cheio de emoções e reviravoltas! É impressionante como a história grudou na minha cabeça, fui dormir pensando em um dos personagens, acordei com ele na cabeça e fui OBRIGADA :) a começar o segundo volume da trilogia, que também tinha comprado (A menina que brincava com fogo), outro camalhaço de 600 páginas.

Ainda tenho 2 semanas por aqui e 2 livros pela frente:

Como disse, o primeiro já foi iniciado… não creio que demorarei muito para terminá-lo, exceto pelo fato que não devo ler no final de semana. Como adorei o primeiro volume da trilogia, corri para a Amazon para buscar o volume 3, chamado no Brasil de “A rainha do castelo de ar” e nos EUA de The Girl Who Kicked the Hornets’ Nest. Infelizmente descobri que o livro ainda está em pré-venda no Brasil, com lançamento previsto para 12/09, enquanto nos EUA ainda nem isso, a previsão é somente para o final de outubro. O problema é que eu não faço a menor idéia se estarei no Brasil por volta dessa data para comprar o livro… :( Só me resta esperar!! E se for o caso achar outros livros interessantes para ler e comprar por aqui mesmo!

Beijinhos e a todos e boas leituras! :)

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Cheguei nos States. Estou agora em Stevensville, uma “megalópole” próximo de onde fica o projeto atual do Sakura. É uma cidade minúscula, o hotel é bem chinfrim, mas pelo menos é verão e estou as beiras do lago Michigan, o segundo maior dos EUA. É tão grande que parece mar, você não vê a costa do outro lado (no caso, se desse, eu veria Chicago).

É fato que não tem nada para fazer aqui. Apesar da cidade ser bem pequena, tem um monte de restaurante nas redondezas, e como estou com carro, não fico tão restrita (americano aparentemente não anda à pé, muitas ruas não tem nem calçadas). Mas também estou aproveitando para fazer bastante exploração a pé mesmo, e descobrir o que há nas redondezas. Também estou me exercitando e arrastando o Sakura para fazer o mesmo. Em 4 dias de Michigan, foram 4 dias com corridas e caminhadas.

Hoje mesmo eu descobri finalmente um acesso fácil a uma praia pequena, a cerca de 2km do meu hotel. Acontece que tem muitas praias particulares, cujo único acesso é realmente por propriedade privada, então só sabia de uma praia que ficava a mais de 10km daqui. Hoje saí decidida a achar essa praia (dava para ver pelo googlemaps), com meu Ipod e um livro numa sacolinha. E achei! Passei quase duas horas lá sozinha (a praia deve ter só uns 100 m de faixa de areia), na sombra (não trouxe biquini para cá, acreditam?), lendo um livro. Uma delícia! A próxima missão é adquirir um biquini por aqui mesmo, por mais que sejam horrorosos com suas calcinhas de vovó, para pelo aproveitar o tempo bom. Aí, irei com certeza à praia TODOS os dias! :)

Agora tenho que ir, estamos de partida para Chicago para passar o final de semana. Depois conto mais! :)

Beijos

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Cheguei! Estou em Miami aguardando meu vôo para Chicago….

E sabem o mais curioso? Almocei (no aeroporto) arroz, feijão preto, bife acebolado e banana frita! Inacreditável……

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