Não havendo nada de interessante para ver na tv ontem, nenhuma série que gosto (além das infindáveis reprises), zapeei pelos canais e vi que ia iniciar um documentário do exagerado Michael Moore sobre o sistema de saúde americano: Sicko ($O$ Saúde em português).

O filme choca. Para mim, que vivi num país como a Finlândia, que já fui atendida na emergência na França, e que até já sim usei a emergência de um hospital público brasileiro, CHOCA. Não sabia como funcionava o sistema de saúde americano, mas basicamente é assim, de acordo com o documentário: não existe um sistema universal de saúde, isto é, se você não tem um plano de saúde e ficar doente, dançou. E mesmo se você tiver um plano de saúde, pode dançar, pois existem infinitos pagamentos de co-participação por tratamentos, além do fantasma de seu tratamento ou mesmo visita ao médico (isso mesmo!) ser negada por não parecer importante para o seu plano de saúde.

Então Michael vai até o Canadá, Inglaterra, França, tentar entender como funciona por lá e como as pessoas viviam e o que pensavam a respeito. Ele dá a entender que os americanos enxergam o acesso universal como coisa de socialismo, afinal, por que eu tenho que pagar impostos altos para que outros tenham acesso a saúde? Muito triste.

O tapa final do filme é quando Michael leva 3 socorristas voluntários dos atentandos de 11/9, todos com graves problemas de saúde decorrentes do tempo que trabalharam nos escombros, até Cuba para receberem tratamento. É claro que é tudo bem exagerado, mas a idéia de Moore é essa mesma!

Muito triste…. eu nem imaginava que fosse assim! Por isso digo, como SEMPRE disse: engana-se quem pensa que EUA são primeiro mundo… Primeiro mundo são Finlândia, Suécia, Dinamarca…..

Beijo