There’s something wrong with the world today
I don’t know what it is
Eu não entendo a urgência dos adolescentes em se tornarem adultos. Não entendo mesmo.
Olhem os perfis no orkut de pessoas de 13-16 anos. Talvez não seja tão fácil de encontrar, pois como o orkut não é permitido para menores de idade (até onde sei), todos colocam que tem 18 anos (no mínimo). Mas se conseguirem, olhem (só para exemplificar, a comunidade do orkut Eu nasci em 1992/1993/1994). Eu diria que metade desse contingente terá fotos erotizadas. Fotos com poses sensuais, com caras sensuais, num egocentrismo e talvez vontade de chamar atenção sem tamanho. A maioria, fotos da pessoa sozinha, no seu quarto, na sua casa, “se mostrando”.
Como chegamos nesse ponto? Foi a tv e a música que erotizaram a criançada? Lembrem-se, essa é justamente a geração que cresceu descendo na boquinha da garrafa, sem mesmo entender o significado por trás e rebolando com o Tchan. É estranho e triste. A garotada, ao invés de aproveitar essa época para estudar, brincar, estar com os amigos, e por quê não se apaixonar também, agem como se a única prioridade da vida fosse ser um dublê semi-nu de Britney, Beyonce e Justin. E é a única coisa que importa. Quando foi que o adjetivo “gostoso (a)” tornou-se um elogio mais apreciado do que “inteligente”, “generoso (a)”, “carinhoso (a)” e tantos outros?
Quando eu tinha 13, 14 anos, gostava de “brincar” com minhas vizinhas. Não brincava mais de boneca, mas jogava jogos de tabuleiro, cartas, jogava vôlei, andava de bicicleta. Tinha minhas paixonites, claro. Estudava, fazia inglês, esportes. Será que a minha adolescência foi tão ímpar assim, para que o comportamente da geração atual me pareça tão medonho?
Eu não entendo. Simplesmente não entendo. E apenas me entristeço.