Tem alguém ainda por aí?
Faz tempo que quero voltar a escrever nesse blog (quase 5 meses!!!!), mas sempre me dá uma preguiça…. aí quanto mais o tempo passa, mais eu fico sem escrever.
Mas resolvi hoje quebrar esse ciclo após receber mais um comentário no meu blog antigo. É, é impressionante como o meu blog da Finlândia ainda é acessado, no geral por fãs desse país! Meu último post, comunicando a morte do blog, foi a mais de 3 anos atrás, e até hoje pessoas comentam, pedem para me adicionar no MSN, pedem informações da Finlândia. Por outro lado, também me deparei com muita gente mal educada, que me ofendeu sem nem mesmo me conhecer…. Enfim, talvez não haja jeito, parte do preço de se expor na internet.
Bem, em taaaanto tempo é óbvio que muita coisa aconteceu! E como eu não sou nem louca de testar a paciência de quem por ventura ainda passa por aqui, vou contar só a mais legal de todas, tema típico das redações das crianças: minhas últimas férias!
Em maio, tivemos a felicidade rara de tirar 2 semanas de férias, e melhor, bem no meu aniversário!
A desculpa para as férias foi ótima: festa de 5 anos de formado do maridón no seu MBA e 50 anos de aniversário da instituição (Insead). Depois de muito pensar e discutir, decidimos o nosso roteiro: passaríamos uma semana em Portugal, o final de semana na França, para a festa, uma semana na Finlândia e o último final de semana em Belfast, na Irlanda. Para quem contávamos, sempre achavam nossas escolhas meio estranhas… Mas tudo tem sua explicação: quem me conhece um mínimo sabe que morei muitos anos na Finlândia, e sempre me alegro imensamente em poder visitar minha afilhada e queridos amigos por lá. E Belfast, destino realmente estranho nesse roteiro, só foi incluído porque minha querida prima Marina se mudou para lá depois de casar com um gringo.
Pois bem, nos planejamos, compramos guias e dividimos as tarefas: marido planejaria a parte de Portugal e França, e eu a parte Finlândia e Irlanda. Ele foi tão detalhista que definiu até os restaurantes que queria experimentar!!! Felizmente conseguimos comprar minha passagem com milhas, e ele aproveitou uma viagem de trabalho à Europa.
Nos encontramos no aeroporto de Frankfurt-Hahn, hub da Ryanair, de onde sairia nosso vôo no dia seguinte para Porto. Porém nosso destino não esperava a fatídica nuvem de cinzas do vulcão islandês Eyjafjallajökull. Já fazia semanas que o dito cujo tinha aterrorizado o tráfego aéreo europeu, e pensávamos que estaríamos livres desse problema. Mas não, suas cinzas se instalaram sobre Portugal e Espanha, detonando nossa viagem super planejada! Nosso vôo sairia cedinho, porém à noite ainda não havia confirmação se o mesmo estava cancelado ou não. Como eu estava com o fuso horário bagunçado (o marido não, pois chegou antes) e fiquei ansiosa e tensa, não conseguia dormir e checava de tempos em tempos a página da Ryanair no meu celular. Até que vi a confirmação: vôo cancelado!
Eram 2 da manhã, pulei da cama e fui para o computador ver que alternativa tínhamos. Felizmente a Ryanair permitia alteração da passagem para qualquer outro trecho dele sem pagamento de taxas adicionais! Comecei a fuçar todas as rotas possíveis, lembrando que teríamos que estar perto de Paris no fim de semana seguinte. Então no final decidimos (marido eventualmente acordou) ir para Montpellier, sul da França, e ir até Fointainebleau (para a festa) de carro. O vôo saia mais cedo ainda do que o nosso! E de uma viagem bem planejada, mergulhamos em uma let’s decide as we go, sem ter muita noção do que faríamos. Só reservamos um carro para o período, duas noites de hotel em Montpellier, e o resto decidiríamos mais para frente.
A viagem ao sul da França acabou sendo uma grata surpresa! Visitamos Montpellier, Nîmes (essa eu nunca tinha ouvido falar, e adorei), Aigues-Mortes (minúscula cidade medieval, uma gracinha), Avignon, Aix-en-Provence, Cannes (pegamos bem no começo do Festival de Cannes, mas a cidade em si para mim não vale a visita, parece um Guarujá), Mônaco (vale outra visita, a cidade estava lotada pelo GP de Fórmula 1), além de um lindíssimo lugar chamado Gorge du Verdon.
As fotos falam por si só:

Montpellier

Arena de Nîmes

Vinhedo Grès Saint Paul

Aigues-Mortes

Aigues-Mortes

Mônaco - arquibancadas da Fórmula 1 já montadas!

Jardin Exotique - Mônaco

Gorge du Verdon - Canyon cortado pelo rio Verdon

Avigon - Palácio do Papa
O engraçado desses primeiros dias é que estava um frio desgraçado, e eu fiquei apavorada imaginando como estaria na Finlândia! Eu toquei o terror no marido, e ele já estava preparado para o pior clima do mundo. E eu não podia estar mais enganada….. saímos dos 11-13 graus de uma França nublada, para uma ensolarada Finlândia a 25 graus! Como assim??? MAIO, nem perto ainda do verão, e uma temperatura das mais escaldantes para o verão finlandês! Não podia acreditar, brinquei que meu marido foi muito sortudo, pois não poderia ter visitado a Finlândia com um tempo melhor do que esse.
A visita a Finlândia obviamente foi bem diferente de uma visita a qualquer outro país. Além de visitar os pontos turísticos básicos, dedicamos uma boa parte do nosso tempo em rever meus amigos e minha “família finlandesa”. No começo eu tinha ficado um pouco preocupada, achando que o maridin não ia gostar tanto já que muita gente da minha família não fala inglês, e são pessoas que, apesar de serem muito importante para mim, eram até então completos desconhecidos para ele. Além disso, eu pensei que poderia ser um pouco desconfortável para todos, já que meu elo com minha família nasceu através do meu ex, e lá estaria eu levando um outro cara para eles conhecerem, ou, vendo pelo lado dele, levando para conhecer os parentes do ex. Eu estava certa que estaria sozinha na minha próxima visita à Finlândia. Novamente, eu não poderia estar mais errada! Todos se esforçaram ao máximo para conversar com ele em inglês e foram extremamente receptivos e calorosos. Minha afilhada estava enorme, e continua linda! Pude perceber também que (aparentemente) os pais dela se esforçam para manter a minha imagem viva na memória dela, pois já fazia 2 anos que não nos víamos e ela se lembrava de muita coisa.
O engraçado é que quando começamos a planejar essa viagem, eu perguntei ao meu marido o que ele gostaria de conhecer ou fazer na Finlândia. As vontades dele foram Papai Noel, renas, neve, aurora boreal e catar cogumelos na floresta. E ele ficou um pouco frustrado quando eu expliquei que a casa do papai Noel ficava no norte do país, muito longe; que as criações de rena também estavam concentradas nessa região (eu pelo menos não conhecia nada parecido no sul); que não ia ter neve nessa época do ano (muito pelo contrário!); que aurora boreal é mais comum no norte e no inverno e que a época de cogumelos é só no finzinho do verão…. Que peninha!
Ir à Finlândia para mim é sempre muito gostoso e muito emocionante. Adoro rever meus amigos brasileiros e finlandeses, e principalmente minha afilhada e família. Toda vez é um grande chororô na hora de se despedir, mas não tem muito como não ser assim, nunca dá para saber ao certo quando poderei voltar! Mas o que me deixou mais contente MESMO é que meu marido ADOROU a Finlândia, e gostaria muito de voltar lá, especialmente no inverno, para ver as coisas sob outra ótica.

E não é que ele viu o Papai Noel na Finlândia?

Parlamento

E ele conseguiu ver uma rena também! Impressive!

Catedral Ortodoxa

Catedral Luterana - e nós sentados, exaustos após subir a escadaria e andar o dia inteiro

Jantar com amigos! Pata e Cássio (e falta a Carol e a Lu que não aparecem nas fotos e até hoje não me mandaram as fotos que tiraram!!! HUNF!).

Rita, eu, minha afilhada Nella e a Zara

Catedral de Turku

Onni, filho da Noora e Petri (que não sairam em nenhuma outra foto minha
)

Olha que gracinha!!!!

Tytti, que foi uma mãe para mim na Finlândia

Família finlandesa! Na fileira de cima: Rita e Antti (pais da Nella) e Mika. Embaixo: Eu, Melissa, Nella, Mia, Matias e Sakura
Na seqüência, voamos a Dublin, onde fomos recepcionados por meu “primo” Craig, já que a prima oficial estava no trabalho ainda. Demos uma volta rápida por lá, o coitado do Craig estava acabado pois trabalhara no turno noturno e ainda não tinha pregado os olhos! Pobrezinho!
Apesar de Belfast não ser um lugar com muuuuuitas coisas para se ver, a visita valeu muito. Adorei rever minha priminha, dividir um pouquinho do universo atual dela, fofocar até cair a língua…. sabe, aquela coisa de amigas muito amigas que se encontram depois de muito tempo!

Pobre Craig, com sono e com fome!

Tour de ônibus em Belfast, turismo preferido da Marina e do Craig!

Acho que era algo como o Parlamento (Belfast)

Eu e a Marina, na balada!

Nossos últimos momentos el Belfast, com uma almocinho no “nosso” restaurante
E assim foram nossas férias. Maravilhosas, rápidas, instensas e infelizmente, curtas demais! Rolou uma mega depressão pós-férias depois, mas fazer o que né? Tem que trabalhar também…
Prometo TENTAR ficar menos tempo sem postar!
Beijos
Ana