Tá difícil mudar, viu? O nosso querido (para manter a finesse) marceneiro não colabora nem um pouco!!! Ele muda constantemente seus prazos, e continua sendo incapaz de cumpri-los. É uma frustação gigante estar com a casa quase pronta e não conseguir mudar. Afinal, para quem nunca montou uma casa do zero, explico: o marceneiro faz uma zona e gera uma poeirada insana. Além disso, ele “machuca” paredes e portas, por isso sempre após a saída dele é necessário uma última demão de tinta. Então até poderíamos mudar, mas nossas coisas ficariam instantaneamente imundas e não faria muito sentido viver num chiqueiro quando ainda temos nosso apê alugado.
O marceneiro, super indicado por um amigo, deveria ter entregue tudo no dia 5/4. Como dia 5 foi um domingo, seria para o dia 3, e pensamos que já nesse fim de semana seria possível mudar. Ledo engano. Ele estava muuuuuuito longe de terminar as coisas nessa data.
Então pensamos, mudaremos na Páscoa. Ele prometeu que terminaria tudo até quinta, e os pintores iam pintando conforme ele liberasse os cômodos. Esse foi um dos dias mais estressantes de todo esse processo de obra. Eu literalmente TINHA me preparado para mudar, tirei a tarde de folga para levar caixas e mais caixas para lá. Foi a primeira pisada de bola da minha arquiteta, eu não consigo acreditar que ela não me ligou e não me disse “ANA, não saia de casa. Tudo está um caos”. Então eu chego lá, cheia de caixas (carro cheio até o teto) e meu queixo caiu até o chão. A casa não estava PERTO de ser habitável. Deviam ter umas 20 pessoas trabalhando lá dentro. Nesse momento eu quis esganar o marceneiro e a arquiteta. Afe!!! Ainda bem que temos um depósito no prédio, assim não precisamos deixar tudo no apartamento. Brigamos, óbvio, com a nossa cruz chamada marceneiro e ele nos prometeu que até quarta (15) terminaria tudo.
Ledo engano AGAIN. Na semana passada eu estava viajando a trabalho, e falei apenas algumas vezes com a arquiteta pelo telefone. E cada vez era um prazo novo. O cúmulo do estresse a distância foi quando descobri que o infeliz tinha ARRANCADO a porta da entrada (pois ele fez errado), e simplesmente deixara a casa sem porta!!! Ou seja, qualquer um poderia ter entrado lá! Depois de um sabão da arquiteta, ele selou a porta…. unbelievable.
Então a última promessa tinha sido terminar tudo ontem (21). É de matar. Ele nem foi ao apartamento (eu fui lá). Só matando alguém.
Para piorar, ele errou praticamente todas as portas dos móveis. É que muitas das portas tinham cavas, e não puxadores, e quase todas ele fez com uma profundidade errada, muito rasa, de maneira que só cabe uma unha para abrir as portas, e não dedos de seres humanos normais. Foi por isso que ele arrancou a porta da frente, e a de quase todos os armários…. Legal, né?
Honestamente, não faço a menor idéia quando ele vai terminar. Perdi minhas forças para brigar e passei a bola pro Sakura.
E para completar a situação, estamos completamente IRADOS com a loja Brentwood, onde compramos o sofá, poltronas e cadeiras da mesa de jantar. Eles deveriam ter entregado o sofá no começo de abril. Até agora, nada. Então na semana passada, a arquiteta me avisa que ligou para a loja e avisaram que só em maio entregariam as coisas. O QUE??? COMO ASSIM??? Mesmo estanto no exterior, liguei para a loja para falar com a vendedora. E imagino que ela deve ter entrado para a lista de “pessoas que eu fiz chorar”. Fui dura, MUITO dura. No fim ela admitiu que errou ao fazer o pedido todo junto, fazendo com que valesse o prazo de entrega mais longo (das cadeiras, que era maio mesmo), apesar de nunca termos sido comunicados disso. Por isso, fica meu recado: EVITEM ESSA LOJA. As coisas são lindas, mas a impressão que ficou foi a de fazemos qualquer negócio, de falaremos qualquer coisa que o cliente queira ouvir. Depois da briga homérica pelo telefone, a vendedora mandou um email e prometeu que entregaria nessa semana, mas eu ainda duvido muito. Só sei que a confusão continuará, pois vamos fazer de tudo para cancelar a compra caso não seja mesmo entregue. Vamos ver.
Enquanto isso, seguimos na nossa casa semi-completa, sem nenhuma decoração, só na expectativa de QUANDO mudaremos.