Voltei na segunda cedinho das minhas express vactions. Saí no domingo de lá, pousei às 5:30 da manhã no caótico e lotado aeroporto de Guarulhos, passei em casa, desfiz as malas, tomei um banho e fui trabalhar. E só saí do trabalho às 21:30! Direto pro batente a todo vapor!
Mas enfim, a idéia era falar das minhas férias…
A primeira parada de verdade foi Colônia, na casa dos meus queridos amigos Marcelo e Susana. De lambuja, consegui rever outra querida amiga dos tempos de faculdade, a Tatá, que mora em Dortmund há algum tempo já!
Além de ter sido maravilhoso revê-los, foi uma delícia ver como a Midori cresceu e está uma gracinha! Ela A-D-O-R-A tirar fotos, era só pegar a camêra que ela começava a sorrir! Uma gracinha! E eu fico pensando, claro, que meus filhinhs vão ser essa gracinha também, japinhas, de olhinhos puxadinhos..
A Su nem parece que teve uma filha há um ano, está linda como nunca!
Depois de 3 dias com eles, foi hora de partir para a Finlândia. Antes apenas um parênteses: eu fico revoltada com as grandes cias aéreas que passaram a cobrar a comida a bordo, porém continuam praticando preços similares de passagens. Fui para a Finlândia de Ryanair e paguei 30 euros. Voltei para a Alemanha de Scandinavian Airlines e paguei 150 euros! Ambas vendiam comida a bordo…
Cheguei em Tampere na terça, aluguei um carro e fui direto para casa da Lu. Botamos o papo em dia, foi uma delícia! Fui conhecer a casa nova dela, em contrução, que está ficando uma graça. Pena que, como toda essa minha viagem, foi muito rápido…
Na quarta na hora do almoço mais ou menos, fui para Laitila, cidade onde eu trabalhei. Fui para a casa dos meus ex-sogros e a minha afilhada Nella e a Zara estavam lá!
Primeiramente foi muito fofo (e talvez triste) rever a Zara. Ela ficou maluca, começou a chorar, pular, correr dentro da casa. Maluquinha mesmo. Demorou uma meia hora para acalmar, nesse meio tempo eu mal consegui cumprimentar as pessoas, de tanto que ela pulava e chorava.
A Nella cresceu tanto nesse um ano e meio!
Revê-la foi uma das coisas que mais mexeu comigo nessa viagem. Porque da mesma maneira que eu sinto saudades dela e nunca consigo prever quando consiguirei visitá-la novamente, percebi que isso também é algo que a deixa confusa! Vira e mexe ela pergunta pros pais o que exatamente é esse tal de Brasil, onde fica isso. Quando eu fui embora na quarta, mesmo com a promessa de voltar no dia seguinte, ela começou a chorar.
Porém infelizmente não há muito que eu possa fazer a respeito disso, além de tentar ir à Finlândia de tempos em tempos, mandar emails, recados. Então tentei aproveitar ao máximo o pouco tempo que tinha!
Passei a tarde inteira lá, até de noite. Levei uns presentes para Nella (o ursinho da foto), mas o que ela mais gostou mesmo foi o mais baratinho, um estojo com canetinhas, lápis de cor e similares de várias cores!
Ah, já ia me esquecendo! Tinha ficado com muito medo de não consegui mais me comunicar em finlândes! Depois de um ano e meio sem falar nada, não fazia idéia se daria para me virar. Mas me surpreendi! Falei tão bem como se nunca tivesse saído de lá!
Voltando às visitas…. A Nella está essa boniquinha das fotos. Ela me pediu para ler livrinhos para ela (não tinha pedido mais difícil para fazer para a tia não?), e claro que o fiz! Era uma gracinha ela me corrigindo, quando eu pronuncia alguma coisa errada, a sílaba tônica no lugar errado! Tipo, Ana, não é gatô, é gáto! Muito fofa!
Lá em Laitila, reencontrei praticamente toda minha “ex-família”, que são até hoje (e nunca deixarão de ser) pessoas muito especiais e muito queridas para mim. O tempo foi curto para conversar tanto e visitar a casa de todo mundo, mas foi tão gostoso!
Na quarta mesmo liguei para a Kirsi, a minha amiga que ia casar, e aproveitei para dar uma carona pra ela de Uusikaupunki para Raisio (onde ela mora e onde eu ia ficar). Na viagem de uma hora, botamos a papo em dia e fiquei sabendo dos últimos detalhes do casamento. Para minha surpresa, eu havia sido a única pessoa convidada da Pilkington e do trabalho do Tommi! A visão dela foi clara: você é a única pessoa com quem eu me relaciono fora do trabalho, não havia motivo para convidar outras pessoas! Fiquei feliz, claro, afinal gosto muito dos dois e adorei presenciar a união deles!
Na quarta ainda, fui bem tarde para casa da Marcinha, mais uma querida amiga, que me deu hospedagem nesse período. Acabamos nem tendo tando tempo para ficarmos juntas, mas deu para por bastante fofoca em dia! ![]()
Coloquei despertados TODOS os dias para acordar, pois em uma semana era impossível me acostumar com o fuso de 6h a mais da Finlândia. Então passava o dia todo com um pouco de sono, mas era a melhor maneira de aproveitar meu curto tempo por lá.
Na quinta voltei à Laitila, pois havia combinado de passar no trabalho para rever o pessoal de lá. Almocei o prato tradicional das quintas-feiras: sopa de ervilhas com panqueca de sobremesas! No geral foi um pouco tedioso, pois os finlandeses não são exatamente as pessoas mais falantes do mundo, então se eu não falasse nada, ninguém falava nada…. meio boring mesmo, mas tudo bem, não esperava nada muito diferente! Fiquei sabendo de TODOS os babados quentes do ex-trabalho (o cara que traía a mulher casou com a amante, o outro ficou literalmente maluco, quem foi promovido, quem saiu da empresa, …)!
De lá, fui novamente encontrar com a Nella. E novamente o tempo pareceu ser tão pouco!
Pelo menos a despedida foi mais fácil para todos, acho. Quando fui embora no ano passado, todos ficamos com aquela angústia de “quando vamos nos ver de novo, daqui um ano ou daqui a 10?”, e o fato de eu ter ido depois de 1 ano e meio mostrou que ainda vamos nos ver bastante. Da parte deles, sei que é quase impossível que venham um dia ao Brasil, mas da minha, sei que tentarei ir sempre que tiver uma oportunidade. Só que a Melissa (filha da Mia), que é tão quietinha, caiu no choro quando fui me despedir, e a Mia na sequência. Eu não sou de ferro, então entrei no coro com eles de chororô.
Já na sexta, combinei de ir para Helsinki encontrar os amigos de lá. Mas antes dei uma passadinha na casa de mais um casal de amigos, o Edson e Elina. Passei um tempinho com eles e pude conhecer a casa nova deles. Ô Edson, vê se arruma uma viagem de trabalho em novembro, viu? Estou esperando!
De lá segui para Helsinki. É impressionante que a estrada que liga a 3a maior cidade da Finlândia (1o é Grande Helsinki, que é composta por Helsinki, Vaanta e Espoo, depois Tampere, depois Turku) à capital ainda não ser uma “autoestrada” e ter apenas uma faixa durante metade do caminho! Desde que eu me mudei para lá a autoestrada estava em construção, e ainda não ficou pronta!
Fui direto para casa da Patrícia e do Cássio (e futuramente da Bia, já que a Pata está gravidíssima!). Seria aniversário da Andréia, e o pessoal de lá havia combinado de se encontrar num restaurante no centro.
Para mim novamente foi tudo muito rápido, passou rápido demais. Passei algumas horas apenas com meu amigos e decidi voltar para Turku no mesmo dia, de madrugada mesmo, para evitar o trânsito na estrada no dia seguinte. E foi a melhor coisa que fiz, já que o casamento seria no dia seguinte às 14h!
E para ir pro casamento? Outra novela! A cerimônia e a festa seriam em Parainen, uma pequena cidade na costa, próxima a Turku. Já tinha olhado o caminho na internet, mas acabei não imprimindo nada e subestimando absurdamente o tempo necessário para chegar lá! Resultado: cheguei quando os noivos já estavam PRESTES a sair da igreja!!!
Só eu mesmo….. Ah, e o mico-mor: para completar, ainda esqueci o presente (um vale-presente na verdade, o que eles queriam ganhar) em casa!
O local da festa era lindo, uma antiga mansão com vista para o mar e um belo jardim. Foi só uma pena que o tempo estava péssimo, chovendo e frio. O casamento foi bem pequeno, havia cerca de 75 convidados apenas! A Kirsi se preocupou em arranjar os convidados na mesa de forma que ninguém ficasse muito entediado, e eu sentei com uma amiga dela (e marido) e com o primo (e esposa). No começo achei que seria um tédio mortal, já que quando o primo chegou, a Annette (amiga dela) perguntou de onde ele conhecia o casal, comentando que já havíamos falado disso, e dizendo de onde conhecia a Kirsi. Ele simplesmente levantou a mão e disse: Primo. hehehehehehe Mais quieto e finlandês impossível!
Mas no final ele e a esposa se soltaram, e tivemos conversas bem interessantes na mesa.
Festa de casamento finlandês é completamente diferente de brasileira. COMPLETAMENTE. Eles têm todo um programa a ser seguido, intercalado com música (só para ouvir em alguns casos), comida e brincadeiras. Vale um comentário para o arremesso do buquê da noiva: como o casamento era bem pequeno, claramente haviam poucas pessoas solteiras (ou melhor, não casadas de papel passado), então estávamos eu e 3 mulheres, além da criançada, para pegar o buquê. Eu nunca fui dessas que tento efetivamente pegar, só se ele cair em cima de mim mesmo. Bem, a Kirsi estava bem próxima da gente, e arremessou o buquê com tamanha força, que ele passou como um jato por todo mundo e caiu no chão!
Uma menina pegou, mas do chão nem conta, certo?
Eu fui embora às 21h, pois estava com uma enxaqueca insuportável, e ainda não tinha rolado nada de dança além da valsa do casal! Nem sei se teve algo depois ou não. Bem, o mais importante é que a Kirsi e o Tommi estavam muito felizes!
Como minha cabeça estava me matando, tomei um remédio e me deitei para ver se melhorava. Depois de duas horas levantei, e só a Márcia estava de pé. Aproveitamos as últimas horas juntas, afinal no dia seguinte (domingo), já tinha que sair cedo e tomar meu rumo para Helsinki! Mas o pior foi que a soneca de 2h me destruiu…. Fiquei um uma insônia ABSURDA e nada me fazia cair no sono! Cada vez que eu olhava o relógio mais me preocupava com o tempo e com o sono que ficaria na direção! Acabei dormindo apenas 2h, vê se pode. Mas graças a Deus não dormi no volante, fui o caminho inteiro cantando bem alto junto com o rádio para espantar a sonolência!
Com isso, foram 4 dias e meio de Finlândia, 1300km rodado no carrinho alugado e muita saudade deixada para trás. Mas tudo bem, pode parecer um baita dum clichê, mas sei que é verdade: não foi um adeus, apenas um até breve!
Beijinhos